A Própolis é um produto natural, proveniente da secreção de plantas, que produzem metabólitos secundários utilizados na sua própria defesa contra insetos, micro-organismos e doenças de modo geral. As abelhas coletam estas secreções, levam-na para a colmeia, adicionando saliva e cera, produzindo a própolis. Esta é utilizada pelas abelhas na defesa da colmeia contra insetos invasores, fungos, vírus, bactérias, entre outros.
As substâncias presentes na própolis são potentes antimicrobianos, antitumorais e antioxidantes. Entretanto, nem todas (ou a sua maioria) não são solúveis em água, devido a uma característica resinosa do produto, que lhe confere propriedades apolares (insolúvel em água).
Basicamente, a Própolis Verde possui três tipos de substâncias: os ácidos cafeoilquinicos, os flavonoides agliconas e os ácidos fenólicos, sendo o Artepillin-C o majoritário. Os ácidos cafeoilquinicos possuem uma potente ação antioxidante e são amplamente solúveis em água. Pode-se dizer, portanto, que um extrato aquoso da própolis verde é rico em ácidos cafeoilquinicos. Entretanto, o extrato aquoso de própolis é pouco estável, pois, pode ao longo dos dias apresentar uma contaminação por fungos, sendo necessário o uso de conservantes para o aumento de vida de prateleira.
O Extrato Etanólico, por sua vez, “extrai”, além dos ácidos cafeoilquinicos, os flavonoides e ácidos fenólicos, na sua totalidade. Portanto, é mais viável a produção desse extrato, levando-se em consideração que não sofre contaminação ao longo do tempo e é considerado um “extrato mais rico que o aquoso”, já que na sua composição estão presentes, na sua maioria, os compostos bioativos da própolis. No preparo do extrato etanólico, emprega-se como solvente o álcool de cereais.
Este produto apresenta uma toxicidade muito baixa (toxicidade aguda: DL50 (oral, rato): 6,2 g/kg e DL50 (cutânea, coelho): 20,0 g/kg) sendo recomendado o seu uso em humanos. Com respeito ao extrato aquoso de própolis, o qual não apresenta toxicidade nas doses normalmente utilizadas, mas corre-se o perigo de utilizar-se extratos fungados ou com conservantes, o que não é recomendado para crianças, por exemplo (Mani F, Damasceno HCR, Novelli ELB, Martins EAM, Sforcin JM (2006). Propolis: Effect of different concentrations, extracts and intake period on seric biochemical variables Journal of Ethnopharmacology 105, 95–98).